Como estudar Inglês com seus filhos?

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Observando estes tempos de Pandemia, e o retorno iminente das aulas, bem como os resultados do ensino a distância (remoto) em 2020, eu imagino que os pais devem estar se pensando: como incentivar meu filho (a) para os estudos este ano?

Tendo em vista que a maioria das escolas irão optar pelo ensino híbrido (parcialmente presencial e a distância), organizamos aqui algumas dicas:

Crianças até 8 anos:

  1. Que tal cantar músicas da sua infância? “head, shoulder, knees and toes” (cabeça, ombro joelho e pé), por exemplo, é uma famosa música, que todos cantamos quando crianças. Na Internet, há várias versões da música, segue aqui uma sugestão: https://www.youtube.com/watch?v=ZanHgPprl-0 . Cantar e dançar é o que chamamos de ‘body language’ (linguagem corporal) na qual você memoriza o vocabulário através da música.  Além disso, proporciona uma maior interação entre pais e filhos. No meu canal, eu canto a música ‘Incy Wincy Spider’, uma famosa canção, confira lá e se divirta: https://youtu.be/cjhh7utz1Hg
  2. Que tal ler histórias infantis? As mais famosas, como Peter Pan, Cinderella, The Musicians of Bremen (Os músicos de Bremen) e outras podem ser lidas e ouvidas em Inglês por meio de podcasts e vídeos no You Tube. Escolher ‘fairy tales’ (contos de fada) bem como histórias já conhecidas em nossa língua e ouví-las em Inglês ajudam na construção de vocabulário. Segue aqui ‘The Musicians of Bremen’ contada por mim, no meu canal: https://youtu.be/e2o2SaWJtWE

Adolescentes e Adultos:

  1. Que tal ver filmes ou séries juntos? Os canais de streaming (Amazon, Netfix, Disney+, HBO, etc..) não pararam de lançar novos produtos na pandemia, além do que, assim como as músicas, vocês podem escolher juntos um filme que já assistiram em Português para assistir em Inglês.  Não assina nenhum destes canais? Não tem problema, o You Tube tem vários canais, como o Movie Clips, por exemplo, que tem trechos de cenas nas quais você pode colocar a legenda em Inglês a assistir, como este, do Scooby_doo: https://www.youtube.com/watch?v=0EZfssC8mgU . Comece com pequenas cenas e depois, vocês vão aumentando o tempo de assistir. Acredite: você e seu filho ficarão impressionados em como vão aprender novas palavras e expressões rapidamente.
  2. Além disso, adolescentes e adultos gostam de ouvir músicas em Inglês, mesmo que não saibam a tradução delas, certo? EdSheeran, Beyonceé, One Direction e BTS tem vários vídeos no You Tube c/ letras p/ ouvir e cantar. Lyricstraining.com   é um ótimo site p/ ouvir e treinar as músicas em Inglês. Escolha o cantor ou a banda de sua preferência e ‘mergulhem’ na letra da música.

As dicas acima não são apenas resultado de aulas presenciais: a Neurociência explica o porquê a aprendizagem de um idioma pode ser estimulada por estes recursos. Ao estudarmos pensadores como Jean Piaget (1896-1980), Lev Vygotsky (1896- 1934), Henri Wallon (1879-1962) e David Ausubel (1918-2008) percebemos que todos tem em comum um modo de olhar o indivíduo, sob o aspecto do ambiente em que o mesmo está inserido, as influências que sofre, a saber, se tem motivação para estudar, como a memória é ativada e estimulada para fomentar o conhecimento prévio do aluno, bem como a atenção (ou a falta dela) dispensada para algo. Ferrari (2008) e Salla (2011) em relação aos ensinamentos de pensadores Wallon (1979) e Rogers (1977) nos alertam sobre a importância de se promover sensações de bem-estar no ambiente de ensino-aprendizagem, bem como a busca da harmonia do indivíduo consigo mesmo e com o entorno, resultados nos quais acreditamos serem proporcionados como um dos benefícios de se estudar uma língua estrangeira com o acompanhamento da música, filmes etc. 

Você já deve ter feito algum teste de Programação Neurolinguística no qual você procurava descobrir a forma como você aprende: auditivo, visual ou cinestésico. De acordo com a Sociedade Brasileira de Neurolinguística:

 

“A realidade externa de um evento é igual para todos, e recebemos as informações através dos nossos canais sensoriais (NEURO), que passam por filtros (PROGRAMAÇÃO) e formam uma representação interna para a pessoa. Essa representação interna gera um estado na pessoa, ou seja, leva a diferentes emoções que acabam interferindo na fisiologia e também nos comportamentos, nas ações dessa pessoa, tanto aspecto verbal quanto não verbal (LINGUÍSTICA).”

Essas variáveis emanam do cérebro e podem ser contempladas atualmente com o estudo da Neurociência. Logo, no aprendizado de um idioma que envolve tantas falácias e tabus, nada mais natural do que prestar atenção em si mesmo, em suas preferências e habilidades, bem como ao seu redor para uma aprendizagem mais significativa.

Ao observarmos o uso da língua inglesa no mundo, parece-nos que há um consenso entre estudiosos como Graddol (2006), Rajagopalan (2010), Crystal (2010), dentre outros, que estamos vivendo um processo de transição entre o Standard English (Inglês padrão) para o Global English (Inglês global). Esta transição, segundo esses autores, implica em considerar as características culturais, sociais e econômicas do local em que o idioma é utilizado, as quais proporcionam influências no uso da língua alvo advindas da língua materna, bem como atentar-se para a mutação do idioma com o uso concomitante da língua inglesa e outros idiomas considerados ‘segunda língua’, para atender necessidades de comunicação, de crescimento econômico, político, tecnológico, demográfico, etc..

Assim, aproveite as dicas acima não apenas para ajudar seu filho (a), faça disso um momento em família de forma prazerosa, pois você estará cumprindo uma promessa de início de ano: Eu vou aprender Inglês!

Giselle Santos é Professora de Língua Inglesa na Prefeitura de São Paulo há 9 anos, Graduada em Letras e Pedagogia e Pós Graduada em Práticas Reflexivas e Ensino Aprendizagem em Língua Inglesa pela PUC/SP.

Referências:

A Mente é Maravilhosa. [S.I] Você é visual, cinetésico ou auditivo? Disponível em https://amenteemaravilhosa.com.br/voce-visual-auditivo-cinestesico/ Acesso em 28.01.21

FERRARI, M. Lev Vygotsky, o teórico do ensino como processo social. Revista Nova Escola. São Paulo, 2008. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/formacao/lev-vygotsky-teorico-423354.shtml?page=0 > Acesso em: 06 jun.2015

___________. Jean Piaget, o biólogo que colocou a aprendizagem no microscópio. Revista Nova Escola. São Paulo, 2008. Disponível em: < http://revistaescola.abril.com.br/formacao/jean-piaget-428139.shtml&gt; Acesso em: 06 jun.2015

GRADDOL, D. English Next – Why Global English may mean the end of ‘English is a Foreign Language’. British Council, 2006,

KAWACHI, C.J. A música como recurso didático-pedagógico na aula de língua inglesa da rede pública de ensino. São Paulo, 2008, 142 f. Dissertação (Mestrado em Educação Escolar) – Faculdade de Ciências e Letras, Universidade Estadual Paulista, Araraquara, 2008.

PNL. [S.I] História da Programação Neurolínguística. Disponível em https://www.pnl.com.br/pnl/. Acesso em 28.01.21

Rajagopalan, K.: Silva, K. A. (org.) O lugar do Inglês no mundo globalizado. In:Ensinar e aprender línguas na contemporaneidade: Linhas e entrelinhas. Campinas, SP: Pontes Editores, 2010.

ROGERS, C. Liberdade para aprender. Ed. Interlivros, 4. ed. Belo Horizonte, 1977

SALLA, F. O conceito de afetividade de Henri Wallon. Revista Nova Escola. São Paulo, ed.246, 2011. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/formacao/conceito-afetividade-henri-wallon-645917.shtml.&gt; Acesso em: 25 ago.2014. WALLON, H. Do acto ao pensamento: ensaio de psicologia comparada. Psicologia e pedagogia. Lisboa: Moraes, 1979

Entrevista em Inglês – Como fazer?

Entrevista em Inglês – Como fazer?

Job Interview como atividade social em Língua Inglesa

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  1. Can you tell me about yourself?
  2. What would you do when you have a deal with a difficult client or a co-worker?
  3. Where do you see yourself in five years?

Certamente se você já passou por uma entrevista para conseguir uma vaga de emprego numa empresa, você se deparou com as questões acima. 1. “Fale um pouco sobre você?”; 2. “O que você faria ao lidar com um cliente ou colaborador ‘difícil’?”; 3. “Aonde você se vê daqui há 5 anos?”.

Além de serem questões que avaliam o autoconhecimento do candidato, as estratégias de inteligência emocional, são questões norteadoras de uma entrevista. Você já pensou em respondê-las?

Agora imagine você respondendo estas questões em Inglês. (Não vale recorrer ao Google Tradutor ou tutoriais no You Tube!)

É difícil? Eu diria que não, se você pensá-las sobre os seguintes aspectos:

a) Em ‘1’, você responderia sobre aspectos atuais da sua carreira ou sobre o que você construiu até aqui? Você usaria frases no presente ou no passado? Como você iniciaria sua resposta?

b) Em ‘2’ ao tratar sobre uma situação difícil, você contaria ao entrevistador uma situação que aconteceu com você ou iria falar sobre uma situação hipotética? E se o entrevistador descrevesse uma situação difícil e pedisse a sua opinião a respeito, como você responderia?

c) A questão ‘3’ parece ser uma questão ‘da moda’ de recursos humanos, mas não é: o entrevistador deseja saber se você é uma pessoa que consegue fazer seu planejamento pessoal e profissional para os próximos anos de forma coerente com a sua formação e se você tem objetivos a médio e longo prazo. E aí, você falaria sobre sua situação atual ou sobre o que você deseja para o futuro?

Estas questões norteiam o que chamamos de ‘atividade social’ em Inglês: dependendo da escolha do falante, elaboramos as respostas, analisamos as escolhas, corrigimos o texto e a pronúncia. Tudo de acordo com o que o falante domina do idioma e com os padrões da língua. Você já pensou nos tempos atuais, de pandemia, fazer uma entrevista online em Inglês? Já pensou em como você poderia se preparar para isso?

Como dica, deixo aqui algumas sugestões de resposta para as questões iniciais: 1. ‘I’ve worked in …….. since…..’; 2. ‘First, I would be …..and I would have to do ….’; 3. ‘ Well, In five years, I would like to be …’.

Se você desejar um atendimento mais personalizado, entre em contato comigo. Faça aulas de Inglês de acordo com a sua necessidade, amplie seus conhecimentos. e alcance seus objetivos de vida. @GiselleMooca

Giselle Santos é Professora de Língua Inglesa na Prefeitura de São Paulo há 9 anos, Graduada em Letras e Pedagogia e Pós Graduada em Práticas Reflexivas e Ensino Aprendizagem em Língua Inglesa pela PUC/SP.

English now! Got it?

English now! Got it?

O ensino de Inglês por meio de atividades sociais

Do you like coffee? /Do you want to drink some coffee? / Would you like some coffee?

O que estas frases têm em comum, além da palavra ‘coffee’? Você consegue imaginar em qual situação do cotidiano estas frases podem ser utilizadas? Quero chamar a atenção para o fato de quando usamos cada uma destas frases no contexto de fala.

Imagine a seguinte situação: um amigo (ou amiga) que você não vê há muito tempo vem te visitar. Ou você marca de se encontrar com este amigo em algum lugar. Caso ele/ela venha a sua casa, você deseja oferecer café a ele. Para isso, você precisa saber se ele gosta ou não de café e se ele quer tomar café.

Analisando as frases de forma rápida, podemos concluir que : ‘Do you like coffee?’  seria uma frase mais direta e informal para eu saber se você gosta de café. ‘Do you want to drink some coffee?’ seria uma frase mais direta e informal para eu saber se você quer beber café. Would you like some coffee? seria uma forma mais educada de eu oferecer e saber se você quer café.

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Talvez você não concorde com todos os usos e formas nas quais destaquei acima sobre estas frases, ainda mais, fora de um contexto. Talvez seu primeiro impulso foi o de traduzir as frases, certo? Exatamente por isso que o uso da Língua precisa ser visto e analisado de forma reflexiva, dentro de um contexto, considerando quem, pra quem, a quem e em quê está sendo inserida (usada). Por esta razão também, como professores de Língua Inglesa, precisamos rever o que temos ensinado em sala de aula, seja escola pública ou não, seja em escola de idiomas ou em um curso regular. Entendo que cabe a nós, professores, instrumentalizar nossos alunos, ou seja, oferecer a eles um ‘repertório’ que permita ao mesmo fazer escolhas de forma consciente e que atenda às suas necessidades. A Língua possui suas especificidades e singularidades e, o nosso aluno quer utilizar o idioma ‘now, got it?’

Sendo assim, vamos modificar um pouco a nossa situação hipotética: imagine que seu amigo não goste de café, ou que esteja muito calor e ele prefira um suco. Como ficaria o nosso diálogo?

S1: Would you like some coffee?

S2: No, thanks.

S1: Would you like some juice, water?

S2: Juice, thanks.

Para fazer esta ‘mudança’ no diálogo, é necessário considerar que a Língua está inserida num determinado ‘contexto’ uma vez que é viva e interativa, e se adapta a situação na qual os falantes a utilizam, construindo novos enunciados e significados, conforme nos ensina Liberali (2009). O uso da língua de forma normativa e linguística, somente, ensinada de forma isolada de um contexto perpetua o uso e a ‘demonização’ da gramática. Logo, o ensino de Língua Inglesa refletindo sobre o seu uso por meio de situações comunicativas (concepção dialógica de ensino) parece-nos o mais apropriado tanto em escolas públicas como privadas, resultando num aprendizado do idioma por meio de atividades sociais.

A Base Nacional Comum Curricular (2018) contempla o ensino de Língua Inglesa como língua franca, ou seja, aquela que é utilizada por vários falantes e, num conceito mais amplo, multicultural, legitimando os usos do idioma em seus contextos locais. Sendo assim, é necessário atender as necessidades do falante deste idioma uma vez que o mesmo “ ‘interpreta”, “reinventa” os sentidos de modo situado, criando novas formas de identificar e expressar ideias, sentimentos e valores’.” (BNCC 2018, pp. 241)

Assim, o ensino por meio de atividades sociais nos permite entender o uso de uma expressão, e, posteriormente, evidenciar a gramática e as formas de uso para outras pessoas. Ensinar uma expressão em seu contexto de fala terá muito mais significado ao estudante nos dias atuais, num mundo mais que globalizado, cercado de redes sociais que o convidam a interagir e se comunicar seja qual for o idioma ou a situação. Desta forma, poderemos promover:

“(…) engajamento e participação, contribuindo para o agenciamento crítico dos estudantes e para o exercício da cidadania ativa, além de ampliar as possibilidades de interação e mobilidade, abrindo novos percursos de construção de conhecimentos e de continuidade nos estudos.” (BNCC 2018, pp. 241)

Referências:

BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Curricular Comum. Brasília, MEC, 2018

LIBERALI, F. C. Atividade social nas aulas de língua inglesa. 1ª Ed. São Paulo, Editora Moderna, 2009.

Giselle Santos é Professora de Língua Inglesa na Prefeitura de São Paulo há 9 anos, Pós Graduada em Práticas Reflexivas e Ensino-Aprendizagem em Língua Inglesa pela PUC/SP.

My biodata

letters

Giselle Silva is an English teacher for kids at a Public School by Prefeitura in São Paulo, Brazil. She works in a English Teaching Program for kids based on development the language in communicative and funny way. The program has offered training, material and regular classes for students between 7 to 11 years old since 2011. In addition to working, she is also part of Cultura Inglesa English Courses as a student, because this is a part of English training courses for teachers from Prefeitura de São Paulo.

She started her English courses in 2002 where she obtained A levels in English language courses in CNA. She obtained her GCSEs (maths, English, science, history, geography, computer studies, art) in the Public High School institution. She undergraduated in 2009 in English and Portuguese Languages in Uniban University. She also travelled to Canada in 2009, when she participated in a interchange for one month. While she was there, she studied in a English language school, too.

She has recently graduated in Pontificia Universidade Catolica – PUC-SP, a part of English Teaching Program in Public Schools. The programme, which  has  two years to be concluded, has been based on training teachers to develop better theirs English skills abilities in the classroom. The result from this graduate she wrote a paper called “How can you really improve your classes from English songs” Nowadays, she has developed a project, which school she works supported, called “Music is all around”. It based on her paper and she has 15-20 students everyday, between 9-11 years old, learn English language through the songs.

She is proactive, self-motivated, organized and patience. She is also very communicative and a hard-working, which has facilitated through English trainee programs she has participated. She believes her job requires should be good at in her subject. These characteristics have made her an excellent communicative teacher who teach lessons in an interesting and fun manner, as well as have creatived bent of mind which helps in delivering lessons through activity based learning and has a caring attitude to attend to children’s needs and concerns in time, essential require to become an English teacher in a Public School for kids, as well as, in a Language School, where she teaches for adults, too.